PortuguêsInterpretação de textos
- (FCC 2018)
Como eu era protestante, não pulei Carnaval durante a minha infância, nas décadas de 1950 e 1960. No entanto, eu e meu pai cantávamos muitas das marchinhas que ouvíamos no rádio, numa época em que a TV ainda não existia. Uma de que eu gosto muito diz assim: “Iaiá, cadê o jarro? O jarro que eu plantei a flor. Eu vou te contar um caso: eu quebrei o jarro e matei a flor”. Hoje já não há marchinhas tão interessantes, quase não sinto beleza nelas. Mas gosto muito dos sambas-enredo, verdadeiras epopeias .”
(Adaptado de: ROSA, Yêda Stela. 70 anos, de São Luiz. A-lá-lá- ô, ô, ô, ô, ô. Todos . São Paulo: Mol, Fevereiro/Março, p. 22)
Sobre o texto, é correto afirmar:
A) a autora era protestante e seu pai não, uma vez que, com ele, ela tinha permissão para ouvir as marchinhas carnavalescas.
B) a autora deixou de acompanhar a produção de marchinhas, que não preservam a beleza de meados do século 20, passando a dedicar sua atenção aos sambas-enredo.
C) na marchinha mencionada, o anúncio de que um caso será contado cria a expectativa de narração de variadas peripécias, expectativa atendida após os dois-pontos.
D) na marchinha, o discurso direto, sem marcação precisa dos interlocutores, gera dificuldade para a determinação de quem diz eu quebrei o jarro e matei a flor , dificuldade eliminada pelo contexto.
E) em eu quebrei o jarro e matei a flor , o contexto impõe a interpretação de que a oração iniciada por “ e ” insere um evento resultante da ação de “quebrar”, não sendo admissível interpretar que a conjunção apenas introduza um acréscimo.
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