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PortuguêsConcordância verbal concordância nominal (2)


EXERCÍCIOS - Exercício 213

  • (VUNESP 2014)

Cheguei domingo às oito da manhã, pé ante pé para não acordar minha mulher. Apesar do voo, que saíra de Manaus às três da madrugada, estava disposto: havia dormido algumas horas no barco-escola e durante toda a viagem, até aterrissarmos em São Paulo.

Desfiz a mala, providência adotada desde que comecei a viajar feito cigano e sem a qual não sinto haver chegado a lugar nenhum, e fui correr no Minhocão.

“Alegria de paulista”, disse uma amiga carioca, quando contei que aproveitava a interdição do tráfego aos domingos para correr na pista elevada que faz parte da ligação leste-oeste da cidade, excrescência do urbanismo paulistano acessível a quinhentos metros de casa, no centro.

Minha amiga tem razão, talvez seja programa de quem vive numa cidade cinzenta, congestionada, gigantesca, na qual, para enxergar uma nesga de céu, é preciso correr risco de morte debruçado na janela. Compreendo o encanto de morar em meio a paisagens paradisíacas ou em cidades bucólicas onde todos se conhecem, mas para os neuróticos, fascinados pela velocidade do cotidiano, pelo convívio com a diversidade étnica e com as manifestações de criatividade que emergem nos aglomerados humanos, correr domingo de manhãzinha na altura do segundo andar dos prédios da avenida São João é um prazer.

No interior dos apartamentos, o olhar bisbilhoteiro entrevê mobílias escuras, guarda-roupas pesados, estantes improvisadas e, claro, o televisor.

Duvido que exista paisagem dominical mais urbana. A mulher de camisola florida e cabelo desgrenhado abre a cortina e boceja, despudorada; o senhor de pijama leva a gaiola do passarinho para o terraço espremido; o homem de abdômen avantajado escova os dentes distraído na janela . Havia planejado completar vinte e quatro quilômetros, mas, depois de percorrer seis vezes os três quilômetros de extensão, sucumbi ao peso da noite mal-dormida. Tomei água de coco, comprei pão e subi pela escada até o décimo quarto andar do prédio onde moro, exercício aprendido com um de meus pacientes, que aos setenta e seis anos subia dez vezes por dia doze andares. E, não satisfeito com a intensidade do esforço, fazia-o vestido com um blusão repleto de bolsos, nos quais distribuía vinte quilos de chumbo.

( O Médico Doente , Drauzio Varella, Companhia das Letras. Adaptado)


Se usadas no plural as palavras destacadas nas frases – Talvez seja programa de quem vive em uma cidadecinzenta, na qual é difícil enxergar o céu. / Duvido que exista paisagemdominical mais urbana. – elas assumem versão correta em


A) Talvez seja programa de quem vive em cidades cinzentas, nas quais é difícil enxergar o céu./ Duvido que exista paisagens dominicais mais urbanas.

B) Talvez seja programa de quem vive em cidades cinzenta na qual é difícil enxergar o céu./ Duvido que exista paisagens dominical mais urbanas.

C) Talvez seja programa de quem vive em cidades cinzentas, nas quais são difíceis enxergar o céu./ Duvido que existam paisagens dominical mais urbana.

D) Talvez seja programa de quem vive em cidades cinzentas, nas quais é difícil enxergar o céu./ Duvido que existam paisagens dominicais mais urbanas.

E) Talvez seja programa de quem vive em cidades cinzentas, na qual é difícil enxergar o céu./ Duvido que existam paisagens dominicais mais urbana.


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